Quando te abocanho, quase deixo lanho
na glande sofregamente sorvida...
É um deus nos acuda, este frémito de desejo...
um lutar pela vida,
Sempre que nos damos e um ao outro provamos
a seiva caída,
demonstrando que é possível arar a semente
por entre área ardida.
E quando na minha carne, alarve,
te banqueteias como o condenado...
cuja última refeição é servida em tição,
sobre um vulcão recentemente acordado.
Se não doesse tanto, entre o prazer e o pranto,
ao nos devorarmos,
não restaria nada, quando acabamos,
fosse osso ou o que fosse, ao separarmo-nos.
Porque quero tudo e é tudo que entrego...
a arder em convulsão
vibro arrepiada, onde tens fixada, ou endiabrada,
a tua excelsa mão.
Já o membro erecto, é-me predilecto
o jogo de sedução,
e ao ser penetrada, nunca capitulo...
explodo em paixão.
És então vaivém.
E eu vela enfunada.
O teu corpo progride...
E nunca me agride a tua estocada.
Poema escrito em Abril de 2019, republicado hoje
