Fotografia minha
Mais não queria, nalguns dias,
que amparar a cabeça no teu ombro.
Libertar o peso do corpo todo.
Descansar as mãos no meu regaço.
Como as espigas e as papoilas no campo,
ao vento, se inclinam.
Aliviar a tensão de sobre um pé se equilibrarem.
Mais não queria, nesses dias,
que fechar os olhos ao tempo e ao espaço.
Os ouvidos a tudo o que não fosse
o nosso inspirar e expirar.
Sair de mim e ir... ir...
Mas sem que me deixasses fugir,
ficar.