Fotografia minha, Bosque do Silêncio
Talvez eu seja aquela.
E esta.
Todas as que não sou em mim.
Aquela a quem chamo tu.
As outras que denominam eu.
Todas dentro!
Talvez eu seja a só.
Acompanhada.
Um enormíssimo buraco por onde o vento sopra.
Saco vazio túrgido, suportado por coisa nenhuma, longe de estar oco.
Eu seja…
tudo, de um pouco.
Talvez...
Se palpado o ar exterior, sintam que existo.
E ao olharem para dentro, não vejam nada.
Eu seja passado, presente.
Um ser ausente.
Inerente a toda a gente, multifacetada.