Momentos na pressa dos dias

Coração na garganta

Uma planta em forma de coração sentada no chão

Imagem: Unsplash. Laura Espana

Ah, coração desastrado!

Que bates, descoordenado.

Privas-me de ar na garganta.

Fazes-me ficar acordada, a sentir a trovoada

que desaba no meu peito, tirando-me também o direito

de adormecer sossegada!

 

Dias de noites sem fim.

Em que o pensamento arde e a cabeça me estala!

Sem que deambular pela casa, 

matar o tempo à janela...

Aporte tranquilidade.

Te obrigue a entrar no ritmo e afaste esta ansiedade.

 

Se a ideia é perceber que existes.

Impores a tua cadência sobre o domínio que exerço.

Crê... que nunca me esqueço.

Preciso de ti para viver!

 

Mesmo a respirar atormentada, não sou eu que te amordaço. 

Sei que é árduo o sacrifício de respirar em suplício,

que também te impede a ti,

de livremente bater.



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